José Airton Pontes, de 49 anos, que se identificava como missionário evangélico nas cidades onde passava, foi preso pela polícia do Paraná no começo de novembro de 2008, na cidade catarinense de Pinhalzinho. Os policias chegaram até Pontes durante a investigação do assassinato de uma criança de apenas 7 anos, que foi violentada sexualmente na cidade de Marmeleiro, Sudoeste do Paraná. Depois de preso, ele foi encaminhado para a delegacia de Foz do Iguaçu e, em seguida, para Curitiba, onde o Sicride (Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas) assumiu as investigações. “Ele foi preso três vezes por estupro e atentado violento ao pudor e já ficou preso por 21 anos. Nos períodos que esteve solto, usava uma bicicleta cor vermelha, com garupa na frente e carregava uma viola nas costas. Ele se identificava como missionário e, desta forma, conseguia abrigo, dinheiro e comida de pastores que acreditavam nele e o acolhiam”, explicou a delegada Márcia Tavares do Santos, titular do Sicride.Dois crimes, duas crianças mortas, dois casos de violência sexual infantil. Os fatos por si só já causariam espanto no mais experiente dos policiais, porém, mas José Pontes escondia ainda mais histórias de crimes hediondos. A carreira criminosa de Pontes começou a ser trilhada no ano de 1975, quando ele tinha 15 anos e cometeu seu primeiro estupro. A vítima era uma menina, cuja idade não foi apurada pela polícia, que morava na cidade de Lages, Santa Catarina. Logo em seguida, José fugiu para Curitiba, onde violentou um menino de oito anos. José foi preso logo em seguida e passou dez anos na cadeia sendo solto no ano de 1985. Após cumprir a pena, José não era mais um adolescente e com 25 anos de idade voltou às ruas para cometer mais crimes. Em 1986, José Airton violentou um menino em Joinville (SC). Embora não tenha certeza, José acredita que tenha matado o menino.No ano seguinte José voltou para a cidade onde cometeu seu primeiro crime, Lages, onde violentou 13 meninos, um deles, Pontes afirma que enforcou até desmaia, não sabendo se o matou. Antes disso, o maníaco já havia passado por Balneário Camboriú, SC, e durante sua permanência estuprou uma menina. De 1988 até 1992, outros quatro meninos foram violentados e uma menina estuprada por José. Os crimes aconteceram nos estados de Santa Catarina, Goiás e São Paulo. No município de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), José foi preso e lá cumpriu 12 anos de prisão, sendo solto em 2004, quando recebeu liberdade condicional. Solto novamente, José tinha ordem judicial de não deixar a comarca, mas ele não tomou conhecimento da determinação do juiz e desapareceu. Em de Santa Cruz do Rio Pardo, ele foi preso com o nome de Sidnei Padilha. Ele se identificava para a polícia com diversos nomes, como Elias Generoso Batista Rocha, Sidnei Padilha e Sidney Padilha Fristch. Ele sempre trocava de nome quando era preso para não ser identificado como reincidente e a pena não se agravar.O maníaco voltou para Lages, Santa Catarina, e lá violentou mais três garotos. Um ano depois, em 2005, José começava a trilhar o caminho que o levou a Marmeleiro. A primeira parada foi em sua cidade natal, Caçador. Lá ele violentou um menino e seguiu para o município de Santa Cecília, onde estuprou uma menina. Em junho daquele ano, Pontes chegou a Curitiba onde estuprou e matou a menina Jéssica Morais de Oliveira. Logo em seguida foi para Palmas, no Tocantins, onde violentou um menino. Em outubro retornou ao Paraná. Pontes, mais conhecido como o “Maníaco da Bicicleta”, ganhou espaço nas manchetes policiais do sudoeste, após violentar sexualmente e logo em seguida assassinar o menino, Renato Renan Poronizak, 7 anos, em Marmeleiro, no ano de 2005 antes de ser preso. Com sua prisão, a família de Jéssica finalmente pode saber o seu destino. Com a confissão do crime, Pontes levou a polícia até o local onde estuprou, matou e depois enterrou o corpo, marcando o fim de cinco meses de agonia e incertezas. Condenado a 37 anos de prisão, José Pontes acumula 30 anos de crime.
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José Airton Pontes
José Airton Pontes, de 49 anos, que se identificava como missionário evangélico nas cidades onde passava, foi preso pela polícia do Paraná no começo de novembro de 2008, na cidade catarinense de Pinhalzinho. Os policias chegaram até Pontes durante a investigação do assassinato de uma criança de apenas 7 anos, que foi violentada sexualmente na cidade de Marmeleiro, Sudoeste do Paraná. Depois de preso, ele foi encaminhado para a delegacia de Foz do Iguaçu e, em seguida, para Curitiba, onde o Sicride (Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas) assumiu as investigações. “Ele foi preso três vezes por estupro e atentado violento ao pudor e já ficou preso por 21 anos. Nos períodos que esteve solto, usava uma bicicleta cor vermelha, com garupa na frente e carregava uma viola nas costas. Ele se identificava como missionário e, desta forma, conseguia abrigo, dinheiro e comida de pastores que acreditavam nele e o acolhiam”, explicou a delegada Márcia Tavares do Santos, titular do Sicride.Dois crimes, duas crianças mortas, dois casos de violência sexual infantil. Os fatos por si só já causariam espanto no mais experiente dos policiais, porém, mas José Pontes escondia ainda mais histórias de crimes hediondos. A carreira criminosa de Pontes começou a ser trilhada no ano de 1975, quando ele tinha 15 anos e cometeu seu primeiro estupro. A vítima era uma menina, cuja idade não foi apurada pela polícia, que morava na cidade de Lages, Santa Catarina. Logo em seguida, José fugiu para Curitiba, onde violentou um menino de oito anos. José foi preso logo em seguida e passou dez anos na cadeia sendo solto no ano de 1985. Após cumprir a pena, José não era mais um adolescente e com 25 anos de idade voltou às ruas para cometer mais crimes. Em 1986, José Airton violentou um menino em Joinville (SC). Embora não tenha certeza, José acredita que tenha matado o menino.No ano seguinte José voltou para a cidade onde cometeu seu primeiro crime, Lages, onde violentou 13 meninos, um deles, Pontes afirma que enforcou até desmaia, não sabendo se o matou. Antes disso, o maníaco já havia passado por Balneário Camboriú, SC, e durante sua permanência estuprou uma menina. De 1988 até 1992, outros quatro meninos foram violentados e uma menina estuprada por José. Os crimes aconteceram nos estados de Santa Catarina, Goiás e São Paulo. No município de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), José foi preso e lá cumpriu 12 anos de prisão, sendo solto em 2004, quando recebeu liberdade condicional. Solto novamente, José tinha ordem judicial de não deixar a comarca, mas ele não tomou conhecimento da determinação do juiz e desapareceu. Em de Santa Cruz do Rio Pardo, ele foi preso com o nome de Sidnei Padilha. Ele se identificava para a polícia com diversos nomes, como Elias Generoso Batista Rocha, Sidnei Padilha e Sidney Padilha Fristch. Ele sempre trocava de nome quando era preso para não ser identificado como reincidente e a pena não se agravar.O maníaco voltou para Lages, Santa Catarina, e lá violentou mais três garotos. Um ano depois, em 2005, José começava a trilhar o caminho que o levou a Marmeleiro. A primeira parada foi em sua cidade natal, Caçador. Lá ele violentou um menino e seguiu para o município de Santa Cecília, onde estuprou uma menina. Em junho daquele ano, Pontes chegou a Curitiba onde estuprou e matou a menina Jéssica Morais de Oliveira. Logo em seguida foi para Palmas, no Tocantins, onde violentou um menino. Em outubro retornou ao Paraná. Pontes, mais conhecido como o “Maníaco da Bicicleta”, ganhou espaço nas manchetes policiais do sudoeste, após violentar sexualmente e logo em seguida assassinar o menino, Renato Renan Poronizak, 7 anos, em Marmeleiro, no ano de 2005 antes de ser preso. Com sua prisão, a família de Jéssica finalmente pode saber o seu destino. Com a confissão do crime, Pontes levou a polícia até o local onde estuprou, matou e depois enterrou o corpo, marcando o fim de cinco meses de agonia e incertezas. Condenado a 37 anos de prisão, José Pontes acumula 30 anos de crime.
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Marcelo Costa de Andrade
Marcelo Costa de Andrade é conhecido como o “Maníaco” ou “Vampiro” de Niterói. Ele, um garoto com cara de filhinho de papai de aparência inofensiva, é na verdade um psicopata religioso, um dos mais famosos seriais killers do Brasil. Filho de imigrantes pobres do Nordeste, Marcelo cresceu na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Ele viveu sem água corrente e apanhava regularmente do seu avô, do seu padrasto e da sua madrasta. Quando tinha 10 anos foi abusado sexualmente. Aos 14 começou a se prostituir para viver. Ele foi enviado para um reformatório, mas escapou. Aos 16 anos ele começou um relacionamento homossexual com um homem mais velho. Aos 17 anos tentou estuprar seu irmão de 10 anos. Quando ele tinha 23 anos terminou sua relação homossexual e ele voltou a morar com sua mãe e seus irmãos que se mudaram para Itaboraí, cidade próxima a São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. Lá encontrou emprego distribuindo panfletos de uma loja do bairro de Copacabana. Ele também entrou para a Igreja Universal do Reino de Deus e começou a ir à igreja quatro vezes por semana. Apesar de algumas idiossincrasias e seu estranho e incoerente sorriso, sua vida parecia normal. Isto é, até Abril de 1991, quando aos 24 anos, ele começou a matar.Ao longo de um período de nove meses Marcelo registrou 14 mortes. Suas vítimas eram meninos de rua que ele atraia para áreas desertas, estuprava e estrangulava. Ele também praticava necrofilia, decapitou um dos meninos, esmagou a cabeça de outro, e, em duas ocasiões, bebeu o sangue das vítimas. Mais tarde, ele confessou que sua sede vampírica foi simplesmente para "tornar-se tão bonito quanto os meninos”. Violência no Rio é comum e a contagem de corpos por dia é tão grande que as autoridades nunca suspeitaram que o crescente desaparecimento de meninos pudesse ser trabalho de um serial killer. Geralmente eles são vítimas de grupos de extermínio. Andrade confessou: "Eu preferia garotos porque eles são melhores e tem a pele macia. E o pastor disse que as crianças vão automaticamente para o céu quando morrem antes dos treze. Então eu sei que eu fiz um favor os enviando para o céu". Em dezembro de 1991 sua matança chegou ao fim quando ele "se apaixonou", pelo garoto de dez anos Altair de Abreu e poupou sua vida. Marcelo encontrou o jovem e seu irmão de seis anos de idade Ivan no terminal de ônibus de Niterói. Ele lhes ofereceu dinheiro para ajudar a acender velas para um santo na igreja de São Jorge. O sobrevivente à polícia: "Nós estávamos indo para uma igreja, mas como quando estávamos atravessando um terreno vazio, Marcelo virou Ivan e de repente começou a estrangulá-lo. Fiquei com tanto medo que eu não consegui fugir. Eu vi com atenção o horror, lágrimas escorriam pelo meu rosto, como ele matou e estuprou meu irmão. Quando ele tinha acabado com Ivan, ele se virou para mim, me abraçou e disse que me amava". Então ele convidou Altair para morar com ele. Assustado com a morte do irmão, o rapaz concordou em passar a noite com Marcelo no meio de arbustos. Na manhã seguinte, o assassino e o levou seu amado Altair para trabalhar com ele. Quando chegaram o escritório estava fechado. O jovem aterrorizado conseguiu escapar. Ele pegou uma carona no caminho de volta para casa e disse à sua mãe que tinha se perdido de seu irmão. Alguns dias depois, pressionado por sua irmã, o menino disse a verdade. Enquanto isso Marcelo, um assassino verdadeiramente atencioso, voltou à cena do crime para colocar as mãos de sua vítima dentro da cueca ”para que os ratos não pudessem roer os seus dedos”. Quando a família de Ivan foi à polícia, Marcelo, que manteve a sua rotina diária, foi preso calmamente na loja onde trabalhava no Rio de Janeiro. "Eu pensei que você ia vir ontem", disse aos policiais. Inicialmente, a polícia pensou que o assassinato de Ivan era um caso isolado. No entanto, dois meses depois, a mãe de Marcelo foi chamado para depor sobre o estranho comportamento de seu filho. Uma noite, ela disse, ele saiu de casa com um facão "para cortar bananas". Ele retornou na manhã seguinte sem bananas. Em poucos dias Marcelo confessou 14 assassinatos e levou a polícia aos restos mortais de suas outras vítimas. Ele perguntou para policiais, se alguma vez pelo mundo, houve algum caso como o dele e disse que matou porque gostava dos meninos e não queria que eles fossem para o inferno. Marcelo chegou a ser internado em um hospital psiquiátrico, mas hoje ele está na cadeia. Em fevereiro de 1997, Marcelo fugiu da cadeia e foi encontrado 1 dia depois no Ceará. Certa vez acreditavam que ele pudesse ter matado uma 15 vítima, dessa vez uma garota, mas, Marcelo disse que não matou nenhuma garota porque nunca gostou de garotas e que matar não adiantava, porque elas não iriam para o Céu de maneira nenhuma.
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João Acásio Pereira da Costa
João Acácio Pereira da Costa, o "Bandido da Luz Vermelha" nascido em Joinville, SC em 24 de junho de 1942, era pobre e, aos 8 anos de idade, perdeu o pai, tuberculoso. Sua mãe desapareceu pouco depois com dois filhos. Eram quatro irmãos. Ele e o mais velho foram deixados com o tio. Estudou até o 3º ano primário. Aos 17 anos, semi-analfabeto, já era conhecido nos meios policiais da cidade por ter furtado mais de trinta bicicletas. Foi preso aos 18 anos, por roubar um jipe. Fugiu da cadeia em 1963 e se instalou em São Paulo. Chegou em São Paulo ainda na adolescência, fugindo dos furtos que praticara em Santa Catarina. Foi morar em Santos, onde se dizia filho de fazendeiros e bom moço. Na verdade, levava uma vida pacata no lugar que escolheu pra morar, praticando seus crimes em São Paulo e voltando incólume para Santos.Sem documentos, não poderia trabalhar mesmo que tivesse vontade e continuou vivendo entre marginais. Sua especialidade era assaltar mansões. Numa época em que alarmes eram raridade, usava macaco de automóvel para arrombar as grades, desligava a chave geral de energia elétrica e escalava com a lanterna na mão. Durante quinze meses entre 1966 e 1967, praticou 141 crimes, todos confessados. Destes, 120 são atribuídos pela polícia ao Homem-Macaco, seu primeiro apelido. O Bandido da Luz Vermelha nasceu no final de sua curta carreira. Numa noite, entrou em uma casa em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo, onde a dona e a empregada dormiam. Acácio as acordou e pediu que abrissem o cofre. Até então, assaltava sem interromper o sono das vítimas. Pegou dinheiro, jóias e, na saída, beijou a mão das mulheres. No dia seguinte, deliciou-se com as manchetes. "Assalto à americana", dizia uma delas. Na reportagem, era chamado de Bandido da Luz Vermelha, a tradução para o português do pseudônimo de Caryl Chessman, condenado na Califórnia em 1948 à câmara de gás, por crime sexual e seqüestro, e executado em 1960. O original se destacava pela inteligência fez sua própria defesa no tribunal e se tornou conhecido como o símbolo contra a pena de morte, abolida na Califórnia doze anos depois de sua execução. Acácio aprovou a comparação e comprou uma lâmpada vermelha para sua lanterna. "Eles gostaram, me deram a idéia e eu repeti. Fiz outros assaltos assim. Os jornais mesmo é que me deram a idéia de ser o Luz Vermelha", disse em 1968, em uma entrevista para o jornal Última Hora. Luz Vermelha era apresentado como mulherengo, galanteador, de personalidade violenta, que roubava para praticar orgias em Santos. A realidade era diferente. O homem a quem vendia o que roubava, Walter Alves de Oliveira, o "Caboré", era seu parceiro amoroso. Acácio foi abandonado pelo cúmplice. Um promotor que acompanhava a rotina dos presos na cadeia relata que Luz Vermelha ignorou as centenas de cartas de mulheres com proposta de namoro. Casou-se com o cozinheiro Bernardino Marques, que cumpria pena por ter matado a sogra. Quando o cozinheiro deixou a prisão, Acácio não teve outros relacionamentos, mergulhando num ciclo de surtos psicóticos, e chegou a ser internado no manicômio judiciário. Acácio gostava do que lia nos noticiários e alimentou o mito. Em junho de 1967, matou um empresário em São Paulo apenas para desmentir uma versão da polícia, que havia prendido um homem e o apresentara como o Bandido da Luz Vermelha. Em depoimento à Segunda Vara do Júri, contou que estava em Santos quando soube da falsa notícia pela televisão, viajou para a capital e foi até a casa de um industrial, John Szaraspatak, e o matou na frente do filho. À medida que a cobertura dos jornais se intensificava, ele tornava-se mais violento. No auge da fama, ele assaltou um sobrado no Ipiranga. A vítima, que sobreviveu por milagre, entrou em pânico quando soube que o bandido deixaria a prisão. Quando preso, Luz Vermelha chegou a dizer que mataria essa pessoa um dia. Hoje ela tem 52 anos e três filhos. Sua irmã conta que Luz Vermelha matou o guarda-noturno e entrou na casa, onde a vítima se encontrava com a empregada. Subiu ao seu quarto e a acordou com a lanterna. Queria dinheiro. Levou a garota para baixo e deu-lhe dois socos. Mesmo zonza, ela conseguiu pegar um cinzeiro e atirar no algoz, que teve o nariz quebrado. Luz Vermelha deu-lhe três tiros. Na época, Acácio contou que havia tentado estuprar a moça. A versão dela é outra. O bandido a agrediu porque, tentando puxar conversa, ela o aconselhou a mudar de vida. Chamava a atenção de juízes e promotores um traço da personalidade de Luz Vermelha. Ele confessava os crimes como se estivesse contando vantagens. Apesar de condenado por quatro homicídios, disse ao juiz que havia matado "uns quinze". Dos 88 processos pelos quais foi condenado, nenhum esteve ligado a crime sexual, apesar da fama. Chegou a posar nu para um jornal de Santa Catarina, que acabou desistindo de publicar as fotos. O advogado de Luz Vermelha, José Luiz Pereira, tentou vender à imprensa a possibilidade de realizar um ensaio fotográfico do ex-presidiário sem roupa. Quando deixou a prisão, Luz Vermelha foi para uma casa de dois quartos tendo que dormir no sofá da sala. Pedia dinheiro ao primeiro que via e era uma celebridade entre as crianças da vizinhança, para as quais deu como suvenires até pregos nos quais pendurava suas roupas na prisão. Depois de analisar o laudo psiquiátrico de Acácio feito quando ele foi preso e o outro, escrito pouco antes de sair, o psiquiatra Claudio Cohen, professor de medicina legal da USP, arriscou um diagnóstico do criminoso. Acácio seria um limítrofe, patologia catalogada no Código Internacional de Doenças. Não tem a personalidade formada e, por isso, age de acordo com a expectativa das pessoas. Era instável emocionalmente e de sexualidade confusa. Aparentava ser esquizofrênico, mas demonstrava inteligência ao criar métodos de assalto. Dentro desse quadro, agia como um homem bom enquanto dele se esperava ser bom. Era difícil arriscar um palpite sobre como Acácio seria depois de sair de trinta anos de prisão. Sendo assim, Nelson Pinzegher matou "Luz Vermelha" em legítima defesa . Foi um pescador que matou o "Luz Vermelha" com um tiro de espingarda que o atingiu próximo ao olho esquerdo. O fato ocorreu na noite de 5 de janeiro de 1998 em Joinville, Santa Catarina. O pescador atirou no ex-presidiário para defender um irmão, Lírio, que "Luz Vermelha" tentava matar com uma faca. Anteriormente, Nelson e "Luz Vermelha" já tinham se desentendido porque o ex-detento assediava sexualmente a mãe, mulher e filhas do pescador. Nelson Pinzegher fugiu ao flagrante. Apresentou-se dias depois e respondeu ao processo em liberdade. Foi absolvido pelo Tribunal do Júri de Joinville, apesar de ter sido denunciado por crime qualificado. A própria promotoria pediu a absolvição por legítima defesa de terceiro, que era exatamente a tese da defesa.
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José Ramos & Catarina Palse
Em 1864 Porto Alegre devia ter mais ou menos 40.000 habitantes, contabilizados entre homens livres, libertos e escravos. Considerando a população da cidade em 1820 (10.000 a 12.000 habitantes), por aquela época ela quadruplicara o que sem dúvida revela a presença de forte contingente de imigrantes alemães, que mudaram o aspecto do que até então havia sido um pacato burgo de base açoriana. Mas, naquela primavera, a tranqüilidade da cidade foi sacudida pela revelação de um hediondo crime: o açougueiro José Ramos e sua mulher, Catarina Palse, foram presos pela polícia como autores de vários assassinatos e acusados de fabricar lingüiça com a carne das vítimas, lingüiças estas que eram vendidas em seu estabelecimento e tinham muito boa aceitação no mercado! O incidente macabro ficou conhecido como "o caso da lingüiça", tendo gerado um longo processo criminal sobre o fato. Hoje, passado mais de um século, o crime das "lingüiças de carne de gente" é quase sempre relembrado pelos mais antigos, revelando que o incidente ficou perpetuado na memória popular da cidade. Segundo os autos do processo, os acontecimentos teriam se dado na região que se convencionava chamar de "Cidade Baixa", que começava na parte noroeste da colina onde se situava a "Cidade Alta", na sua descida em direção à Praia do Riacho. A designação da área continha em seu nome não apenas a referência topográfica original - terras baixas, que se espraiavam em direção ao rio Guaíba -, mas também a condição social de seus moradores, que não possuíam recursos para morar nos sobrados da "Cidade Alta". Entretanto, era uma região próxima ao centro da cidade e nela havia a Rua do Arvoredo, que tinha este nome pela vegetação abundante que ostentava em princípios do século, quase suplantando as casas existentes... Pois bem, foi nesta Rua do Arvoredo que os sinistros acontecimentos teriam tido lugar. O fator desencadeador da suspeita foi o desaparecimento de um morador da Rua da Varzinha, outra das ruas habitadas por gente humilde, que cruzava com a do Arvoredo no caminho da Praia do Riacho. Januário Barbosa, proprietário de uma taverna na Rua da Varzinha, desaparecera misteriosamente, mas fora visto pela última vez, no entanto, no açougue de José Ramos, na Rua do Arvoredo. Na porta deste açougue, permanecia com insistência o cachorro de propriedade do desaparecido, alertando a vizinhança pelos longos uivos que dava. Neste ponto, as narrativas divergem. Segundo outras fontes, o cachorrinho pertencia ao caixeiro da taverna, o menor José Inácio de Souza Ávila, o segundo a desaparecer misteriosamente, ficando mais uma vez o animal latindo na porta. Ainda segundo outra versão dos fatos, cachorro e caixeiro somem da cena, e o desaparecido em questão é o português Joaquim Martins, homem de posses, estabelecido com um armazém de secos e molhados na Rua da Igreja, esquina com a Rua do Rosário. Abandonando as versões constituídas ex-post ao fato, recorremos ao processo criminal, que narra ter sido a polícia alertada para os desaparecimentos e procedido a uma busca na casa do açougueiro. Para horror geral, foram descobertos no pavimento inferior da casa, numa cova a poucos palmos do chão, ossos humanos e um cadáver em avançado estado de putrefação. Os macabros achados do porão da residência não eram os das vítimas procuradas, as quais foram encontradas, partidas em pedaços e mutiladas, num poço existente no quintal da casa. E, para completar o horror, segundo o "auto de exumação e de busca", junto a eles foi achado morto o pequeno cão que, com seus uivos, despertara a suspeita dos crimes. Procedidas as diligências criminais, o cadáver do porão foi identificado corno de Claussner, o antigo proprietário do açougue de José Ramos, e, espalhados pela casa, vários objetos de uso pessoal dos desaparecidos, dinheiro e denunciadoras manchas de sangue. O casal foi encaminhado a delegacia no mesmo momento, quando chegaram lá cada um acusou o outro. A Catarina falou que tinha 27 anos, era solteira e acusou Ramos. José Ramos demorou a falar a verdade, mas falou. A população começou atirar pedras para a delegacia. E a Polícia respondeu com tiros para o ar. Aquele dia foi muito movimentado para a Polícia, a população e a imprensa.Como naquela época não tinha computador o processo foi escrito a mão. Os dois acusados demoraram um tempo para serem julgados. Quando foram julgados José Ramos pegou a pena de morte. Mas o imperador Dom Pedro II voltou atrás, e deu a pena de prisão perpétua. O José Ramos veio a falecer na cadeia em 1893, seco e doente. A Catarina Palse teve a pena de 20 anos, que foi reduzida para 13 anos. No ano de 1888, Catarina foi encontrada morta na esquina da Rua da Praia. O corpo estava repugnante. Consta que Charles Darwin, autor da teoria da evolução das espécies soube dos crimes da Rua do Arvoredo, e da época e do lugar onde todos os habitantes se transformaram em antropófagos, apenas disse:
— O instinto venceu a razão: há um chacal adormecido em cada homem.
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Maníaco de Novo Hamburgo
Um adolescente 'serial killer' gaúcho de 16 anos confessou em Novo Hamburgo, na região metropolitana de Porto Alegre, ter cometido 12 assassinatos, desde o final de 2007. O último foi do comerciante Elucio Miranda Ramires, 39 anos, no bairro Canudos, um dos mais violentos da cidade, segundo relato do titular da 4ª Delegacia de Polícia (DP), Enizaldo José Plentz: "Ele disse que se vingou da vítima por ter levado um tapa na orelha. Por isso, matou o homem com 20 tiros usando duas armas; um revólver que carregou duas vezes, além de uma pistola". Seis dos 12 casos já foram confirmados pela polícia e tiveram relação com ele. Conforme o delegado Plentz, ele confessou os crimes sem qualquer arrependimento: "A frieza dele era de assustar. Além disso, também falou que vai matar mais três pessoas. Tudo na maior naturalidade". A violência do adolescente gaúcho tem um histórico familiar. Sua mãe, de 32 anos, que na época estava em liberdade provisória por tráfico de drogas não quis revelar sua identidade, disse apenas uma frase em relação aos crimes cometidos pelo filho: "Está certo que não fui uma boa mãe, mas nunca ensinei meu filho a fazer isto que ele fez". O jovem também tem quatro tios, irmãos de sua mãe, que estão presos pelos mais variados crimes."Com esse antecedente familiar, sem qualquer tipo de orientação, ele descambou para a violência. E não mostra o mínimo rancor ao confessar os crimes, todos eles por motivos fúteis", acrescentou o delegado Plentz. Ainda segundo informações de policiais da 4ª DP e do próprio delegado, o rapaz, muito bem articulado, disse, no seu depoimento, que tudo o que fez tinha uma razão: "Nunca tirei vida de gente inocente. Quem morreu tinha seus motivos para isso".
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Paulo Sérgio Guimarães da Silva
Entre dezembro de 1998 e março de 1999, o pescador Paulo Sérgio Guimarães da Silva, conhecido por "Titica", atacou quatro casais, o que resultou na morte de sete pessoas e deixou tetraplégica uma menina de 14 anos.
Depois que "Titica" começou a agir, os moradores da praia do Cassino, onde aconteceram três dos quatro crimes, tiveram suas rotinas modificadas devido à série de assassinatos.No dia 12 de dezembro de 1998, o casal de namorados Felipe Santos, de 19 anos e Bárbara da Silva, de 22 anos, foi encontrado morto a tiros ao lado do carro estacionado à beira mar. Começava aí uma série de sete assassinatos que abalou a praia do Cassino, na cidade de Rio Grande, RS, no verão 1998-1999 e se estendeu até a prisão do réu confesso, o pescador Paulo Sérgio Guimarães da Silva, conhecido por "Titica", em 1º de maio de 1999. O segundo casal assassinado, Anamaria Soares, de 31 anos e Márcio Olinto, de 30 anos, foi encontrado no dia 10 de março, na Praia do Totó, na cidade de Pelotas, distante cerca de 60 quilômetros de Rio Grande. Na ocasião, a polícia divulgou que mais de uma pessoa teria cometido os assassinatos devido às provas coletadas no local do crime.Petrick de Almeida, de 18 anos, e Brenda Graebin, de 14 anos, foram o terceiro casal a ser atacado no dia 20 de março, na praia do Cassino. Ele morreu no local e a adolescente, que levou um tiro na nuca, ficou tetraplégica.O quarto casal, Silvio Ibias, de 36 anos e Adriana Simões, de 28 anos, foi morto na madrugada do dia 26 de março, também na praia do Cassino.Treze pessoas foram detidas pelos crimes antes de "Titica" confessá-los.
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Dyonathan Dark Lacridegue
Um garoto de boa aparência, sociável e trabalhador. Ao falar de seus crimes, frio e vaidoso. Este é o perfil do adolescente de 16 anos, preso após confessar três assassinatos em série, em Rio Brilhante. Ele disse que escolhia as vítimas aleatoriamente e após uma conversa, que na verdade era uma entrevista, ele classificava a pessoa como “pura” ou “impura” e com base nisso, se ela deveria ou não continuar vivendo. Inspirado em Francisco de Assis Pereira, que ficou conhecido como “Maníaco do Parque” pelos crimes cometidos em São Paulo, há uma década, o garoto tinha como meta ultrapassar o número de assassinatos cometidos por Pereira. A delegada titular da Deaij (Delegacia Especializada na Infância e Juventude), Maria de Lourdes Souza Cano, conta que o garoto calculou que se Assis começou a cometer crimes aos 17 anos e conseguiu fazer 18 vítimas, ele, com 16 anos, faria mais. O primeiro assassinato foi no dia 24 de julho. O adolescente disse que o pedreiro Catalino Cardena, 33 anos, teria o assediado, propondo manter relações sexuais e por isso resolveu matá-lo. Catalino recebeu um golpe de faca e depois o adolescente usou um canivete para escrever INRI (Jesus Nazareno Rei dos Judeus) no peito dele. Depois de cometer o primeiro crime, o adolescente não voltou mais à escola, onde cursava o 9º ano do Ensino Fundamental. Um mês depois Letícia Neves de Oliveira, 22 anos foi assassinada. O rapaz a abordou próximo da casa dela, que fica em frente ao cemitério e começou a conversar. No diálogo ele perguntava primeiro se a pessoa acreditava em Deus, depois se tinha namorado e se já havia mantido relações sexuais. Letícia seria também, homossexual e o adolescente julgou que ela deveria morrer. Em todos os casos ele aplicava uma gravata na vítima e, encostando uma faca no corpo dela, ele a obrigava a ir ao local onde consumaria o assassinato. Letícia foi morta por estrangulamento e deixada sobre um túmulo e despida. Como ela tinha uma tatuagem de cruz no peito ele resolveu não deixar marca. Em setembro não houve crime. O garoto chegou a abordar e conversar com uma garota, chamada Carla, mas considerou que ela “era pura” e que não merecia morrer. A garota foi ouvida pela polícia, como única testemunha, e confirmou a abordagem. O último crime foi em outubro. O corpo de Gleice Kelly da Silva, 13 anos, foi encontrado em um terreno baldio no assentamento Por do Sol, sem a blusa e o sutiã. Esta vítima o adolescente classificou como “desobediente” porque se negou a ficar de costas para que ele a estrangulasse. Próximo ao corpo ele deixou um bilhete com várias cruzes e letras soltas que, dentre as possibilidades, formava a palavra “INFERNO”. O menor ainda teria entrado na página de relacionamentos (Orkut) da última vítima, e deixado uma mensagem informando às pessoas que deixavam consolo à família que “mortos não lêem o orkut”. O rapaz não mostra arrependimento. Ele conta que no momento em que estrangulava as vítimas perguntava: “E agora, você acredita no seu Deus”. Segundo ele, na maioria das vezes, em pânico a vítima dava resposta negativa. Depois que a vítima desfalecia, ele conferia se o coração ainda batia. No caso de Gleice ele chegou a pensar em terminar de matá-la com uma faca, mas como estava sem ponta voltou a estrangular a adolescente até que ela morresse. Os assassinatos em série ficaram conhecidos como crimes do “maníaco da cruz” porque tinham uma peculiaridade: os corpos eram colocados em posição de crucificação, com as penas cruzadas e os braços abertos. O adolescente disse, em depoimento, que isso era para que as vítimas “encontrassem seu Deus”. O adolescente diz cultuar a imagem de satanás e acredita que estava ajudando as pessoas que matavam a ficarem próximas do Deus em que elas acreditavam.Meticuloso, ele usava luvas cirúrgicas para não produzir provas. Outra marca do garoto era a vaidade. Ele gostava de ver notícias sobre seus crimes, no quarto dele foram encontrados três jornais com reportagens sobre os assassinatos. “Ele disse que se sentia bastante capacitado”, conta a delegada Maria de Lourdes Cano. Ele também guardava objetos relacionados aos crimes, como a blusa e uma pulseira de Gleice, o celular dela e o de Letícia. Quando a polícia chegou à casa do adolescente, encontrou o canivete usado para escrever a palavra “INRI” no corpo de Catalino, ainda com a mancha de sangue. Foram encontrados no quarto do adolescente posters do “Maníaco do Parque” e de diabo. Havia revistas pornográficas, onde ele avaliava o perfil das garotas para ter um parâmetro de como classificar as vítimas como “vadias” e foram apreendidos dois CDs, cujo conteúdo não foi informado. Foi achado, ainda, um envelope de cor azul, dentro do qual havia um papel com nome das vítimas, escrito em vermelho. Dentre elas, está a moça que foi abordada, mas que ele desistiu de matar, de nome Carla. A frente uma barra e a palavra “salva”. Os pais do adolescente, segundo apurou a polícia, não desconfiavam do envolvimento dele nos crimes. Segundo familiares das vítimas, o pai dele era vigia e dava aulas de caratê. O adolescente está apreendido na Deaiji e, conforme a Lei, deve cumprir medida sócio-educativa em unidade de internação, por no máximo 3 anos.
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Francisco de Assis Pereira
Em 5 de julho de 1998, a polícia de São Paulo encontrava os primeiros corpos que a levariam a suspeitar de que um serial killer estava à solta. Eram quatro cadáveres de mulheres estranguladas, todos despidos - na verdade, um só de calcinha - de bruços e com as pernas afastadas, posição típica de vítimas de estupro. Todos encontrados, de uma só vez, no Parque do Estado, uma reserva florestal de 550 hectares na Zona Sul de São Paulo, na divisa com o município de Diadema. Como peças de um quebra-cabeça, esses corpos se somariam a outros dois achados, isoladamente, em janeiro e maio daquele ano, quando ainda não se suspeitava de que um maníaco estivesse em ação. Mais dois corpos foram localizados no dia 28 de julho de 1998.Vasculhando os arquivos da delegacia da região, a 97º DP, investigadores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) descobriram três casos de tentativas de estupro entre maio de 1996 e dezembro de 1997 no parque. As três mulheres que conseguiram escapar do ataque ajudaram a polícia a fazer um retrato falado daquele que se tornaria o principal e único suspeito dos crimes. O maníaco convencia suas vítimas a ir espontaneamente com ele até o parque.Uma denúncia anônima levou ao nome do suspeito. Francisco de Assis Pereira, de 31 anos, morava em Santo André, no ABC Paulista, e, até fugir, trabalhava como entregador (motoboy). No início de 1998, ele tinha sido investigado pelo desaparecimento de uma namorada. O sumiço até hoje não foi esclarecido. Em 1995 o motoboy chegou a ser preso por tentativa de estupro em São José do Rio Preto, mas pagou fiança e foi libertado. A primeira prova material contra Francisco foi obtida no dia 24 de julho de 1998: a identidade de uma das vítimas do parque foi achada num vaso sanitário entupido da empresa em que o entregador trabalhava. Várias mulheres reconheceram no retrato falado o rosto do homem que as atacou. Durante a sua fuga, Francisco foi visto em Ponta Porã (MS) e suspeitou-se de que ele tivesse passado pelo Rio de Janeiro. Fotos suas chegaram a ser espalhadas nos principais parques da cidade.O motoboy Francisco de Assis Pereira foi preso às 20h15m do dia 4 de agosto de 1998 na cidade gaúcha de Itaqui, perto de Uruguaiana, na fronteira com a Argentina. Francisco foi preso pela Brigada Militar quando tomava banho na pensão do pescador João Carlos Dornelles Vila Verde. A mulher do pescador, que reconhecera o suspeito, foi quem chamou a polícia. Apesar de não ter resistido à prisão, o Maníaco negou ser o autor dos crimes. Disse na delegacia de Itaqui que esteve escondido, antes, na Argentina, tendo ido até a Buenos Aires. Francisco chegou à casa do pescador no início da noite, pedindo para tomar um banho. Segundo a mulher do pescador, ele estava na região, pescando no Rio Uruguai, já fazia uma semana. O suspeito, que usava cavanhaque, pediu para tomar um banho afirmando que atravessaria o Rio Uruguai de balsa para se encontrar com uma namorada na cidade argentina de Alvear, de dez mil habitantes.Disse que queria encontrar a namorada "limpo e cheiroso". A mulher do pescador atendeu ao pedido, mas, desconfiada, pediu ao filho mais novo que revistasse os pertences do inesperado hóspede. Ela contou à polícia ter desconfiado dele por causa da semelhança entre o visitante e as fotos que vira na TV. Nos pertences de Francisco, ela encontrou a identidade e fotos de mulheres. O cabo Jesus Laciri de Lima Carneiro, que atendeu ao telefonema, seguiu para a casa do pescador com mais três policiais. Dentro da mochila do suspeito foram achadas passagens de ônibus de duas empresas do Oeste do Paraná, o que confirma a suspeita da polícia paulista de que ele tinha passado por aquele estado em direção ao Sul. Após ser preso, o motoboy se manteve calmo. Ele contou à polícia que, do Paraná, pegou carona num caminhão até o Rio Grande do Sul, seguindo depois para a Argentina. Francisco disse que teve de sair de Buenos Aires, onde estava com uma mulher, "porque seu visto estava vencido" (na verdade, a Argentina não exige passaporte de brasileiros). Ele não deu informações sobre essa mulher. A notícia da prisão encheu de curiosos a rua da pequena delegacia de Itaqui, cidade de 30 mil habitantes. O motoboy Francisco de Assis Pereira agia de forma dissimulada e cruel: abordava as mulheres na rua e as convidava a irem até o Parque da Cidade, para que supostamente posassem como modelo em fotos para propaganda de cosméticos. Lá, ele estuprava e matava as vítimas. Após ser capturado pela polícia, o que mais impressionou as autoridades foi como alguém feio, pobre, sem muita instrução, não portando revólver ou faca, conseguiu convencer nove mulheres, algumas até de classe média-alta e nível universitário, a subir na garupa de uma moto e ir para o meio do mato com um homem que tinham acabado de conhecer. Ao ser interrogado, o Maníaco do Parque relatou que, para isso, bastava falar aquilo que as mulheres queriam ouvir. Francisco cobria todas de elogios, se identificava como um fotógrafo de moda de uma revista importante procurando novos talentos, oferecia um bom cachê e convidava as moças para uma sessão de fotos em um ambiente ecológico. Dizia que era uma oportunidade única, algo predestinado, que não poderia ser desperdiçado. Nos nove primeiros dias de prisão, ele ficou trancado numa cela no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo, sendo transferido para a Casa de Custódia de Taubaté por questão de segurança. No dia da transferência, em agosto de 1998, mais de 200 pessoas tentaram linchá-lo. Em setembro de 1999, o Maníaco do Parque foi condenado a 121 anos de prisão, pelo estupro de uma mulher e violência sexual e roubo contra outras dez, além de atentado ao pudor. Com essa pena, os demais julgamentos a que ele foi submetido pelo assassinato de outras nove mulheres foram apenas simbólicos, pois ele já foi condenado a uma pena superior à do tempo màximo de cadeia permitido pela legislação brasileira, que é de 30 anos. Em todos os julgamentos a que foi submetido, o Maníaco, que confessou ter matado 11 mulheres - embora só nove corpos tenham sido encontrados - afirmou que matou por "inspiração maligna". Os debates entre acusação e defesa tiveram como pauta a saúde mental do réu e sobre sua consciência de estar cometendo um crime. Enquanto esteve preso no presídio de Taubaté, que abrigava os criminosos mais perigosos do Estado de São Paulo, Francisco chegou a ser dado como morto numa rebelião de presos ocorrida em dezembro de 2000. Mas, após uma série de desencontros, a direção da unidade confirmou que o motoboy, jurado de morte pelos outros presos, estava vivo.
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José Vicente Matias
José Vicente Matias, o "Corumbá", nascido em 1967 em Firminópolis, Goiânia, é um ex-artesão que foi preso por assassinar e esquartejar seis mulheres após ter feito sexo com elas. Os crimes aconteceram entre 1999 e 2005. Além de matar, "Corumbá" praticou também canibalismo com os restos mortais das vítimas, ingerindo sangue e pedaços cerebrais das mesmas. Quando pequeno, na cidade de Firminópolis, Corumbá viu seus pais se separarem, a mãe abandonar o lar, viveu por conta própria, e descobriu que sua mãe havia se tornado dona de prostíbulo. José Vicente Matias viajava por vários municípios do país vendendo pulseiras, brincos, colares e outros produtos artesanais. Em algumas cidades, se identificava como “Pedro”, e em outras como “Corumbá”. Uma equipe de oito policiais maranhenses, chefiada pelos delegados Paulo Márcio Tavares da Silva e Marco Antonio Rangel de Pinho, especialmente enviada de São Luís pelo secretário de Segurança Raimundo Cutrim, prendeu o “hippie” José Vicente Matias. Matias foi preso no centro da cidade de Bragança, a 210 km de Belém. Ele estava num casarão abandonado, freqüentado por artesãos e andarilhos. Os policiais maranhenses fizeram o cerco na casa – apoiados pela polícia de Bragança - e “Corumbá” se entregou, sem oferecer resistência. Ele foi transferido para a delegacia de polícia local. Interrogado, Matias confessou os assassinatos. Nos depoimentos, "Corumbá" entrou em diversas contradições. Por vezes, mencionou sofrer "influências" do Diabo, que teria sussurrado em seu ouvido a suposta missão de matar sete mulheres. Alegou também, como sendo motivos para seus crimes, xenofobia e chacotas sofridas por sua impotência sexual. "Corumbá" já possuía passagens pela polícia por estupro e atentado violento ao pudor. Suas seis vítimas fatais foram: a turista espanhola Núria Fernandes, de 27 anos, foi morta a pauladas na cabeça. Teve pedaços do cérebro e sangue ingeridos após ritual de dança em Alcântara (MA), 2005; a turista alemã Maryanne Kern, de 49 anos, morta no Maranhão e encontrada numa cova rasa. Ribeirinhas (MA), 2005; a russo-israelense Katryn Rakitov, 29 anos. Pirenópolis (GO), 2004; a goiana Lidiane Vieira de Melo, 16 anos, passou um dia e meio amarrada enquanto Corumbá chupava o seu sangue. Depois, foi esquartejada. Goiânia (GO), 2004; a baiana Simone Lima Pinho, 26 anos, teve seu corpo jogado em crateras de garimpo e posteriormente coberto com pedras. Lençóis (BA), 2000; a mineira Natália Canhas Carneiro, 15. Três Marias (MG), 1999. O jornal goiano “O Popular” localizou a dona de casa Valéria Augusta Veloso, de 37 anos, a goiana que policiais maranhenses suspeitavam que tivesse sido a primeira mulher a ser assassinada pelo acusado. Ela reside na Região Leste de Goiânia com o marido, o operário Constâncio Pereira da Silva, e com os três filhos menores, mas há cerca de quatro anos teve um envolvimento afetivo conturbado com o artesão, marcado por agressões e muitas idas e vindas. Ela chegou a ser vista com ele em Barreirinhas (MA), na região dos Lençóis Maranhenses, a cerca de 350 quilômetros de São Luís, alguns dias antes de a alemã Marianne Kern, 49, ter sido encontrada morta. Por esse motivo, a equipe de policiais coordenada pelo delegado regional de Rosário (MA), José Maria Melônio Filho, acreditava que Valéria Augusta também tivesse sido assassinada. A alemã Marianne Kern foi morta com pancadas na cabeça. De acordo com o delegado José Melônio, os golpes foram tão fortes que o rosto dela ficou desfigurado e o queixo, deslocado. O corpo da turista foi encontrado em adiantado estado de decomposição, enterrado em uma cova rasa, em uma praia de Barreirinhas. Durante as investigações, os policiais constataram que a mulher estivera alguns dias com o artesão, identificado como “Pedro”. A partir de então, o artesão passou a ser procurado como suspeito do crime. Os policiais obtiveram a informação de que o suspeito havia se hospedado em uma pousada em São Luís, na rua do Sol. Nesse local, testemunhas disseram que ele havia ido para a cidade de Alcântara, a 10 quilômetros de São Luís. Os policiais se dirigiram para Alcântara e descobriram que o artesão seguiu para a Praia de Itatinga, com a espanhola Nuria Fernandez Collada. Os investigadores descobriram que José Matias retornara sozinho para Alcântara, o que os levou a admitir a possibilidade de que a espanhola pudesse estar morta. A suspeita confirmou-se no dia 24. O cadáver de Nuria Collada, também assassinada com golpes na cabeça e no tórax, foi encontrado enterrado em uma cova, já em estado de putrefação. O fato de os dois crimes terem sido cometidos da mesma forma reforçou a suspeita do envolvimento dele. Segundo o delegado, em Alcântara o artesão preferiu ser chamado por “Corumbá”. Na sexta-feira, Kelson Nunes Campos foi preso em Santa Inês. Ele estava com um cartão magnético de Marianne Kern. De acordo com a polícia, Kelson havia sacado R$ 1,1 mil da conta da turista alemã e efetuado compras com o cartão de crédito dela, no valor de R$ 600. Kelson confessou que recebeu o cartão de um homem com as características de Corumbá. Corumbá revelou que também matou, com uma pedrada na cabeça, a turista israelense Katryn Rakitov, com quem teve um caso, em abril de 2004, em Pirenópolis-Goiás. Corumbá, a princípio, tentou passar a versão de que a morte de Katryn, conhecida por Catarina, teria sido um acidente. Contou que os dois se dirigiram para a Cachoeira da Andorinha, no município de Pirenópolis, seguindo por uma trilha deserta. No local, segundo Corumbá, eles banharam, fizeram amor na água e depois foram para um local mais distante, frequentado por banhistas. "Lá tem uma pedra de onde as pessoas pulam na água, a Pequena, como eu a chamava carinhosamente, bateu com a cabeça em uma pedra e desmaiou. Carreguei ela por cerca de dois quilômetros em busca de socorro, mas foi em vão. Chorando e falando baixo, Corumbá continuou a narrativa, porém, sem admitir o assassinato. "Quando vi que ela estava sofrendo muito e que não tinha mais condições de carregá-la, a coloquei no chão e conversei com ela, mesmo desmaiada. Pequena, eu vou te deixar aqui, mas prometo voltar qualquer dia. Em seguida dei uma pedrada na testa dela e depois cobri o corpo, porque ela já estava morta", falou o hippie. "Foi mesmo um acidente, eu não a matei, apenas impedi que ela ficasse sofrendo por mais tempo", concluiu. Em relação a Lidiayne, Corumbá disse que eles se conheceram um mês antes do crime. Ao se reencontrarem, no dia 19 de janeiro, resolveram, de comum acordo, se dirigirem a um cômodo alugado por ele, na Vila Mutirão II, onde beberam cerveja e fumaram maconha durante toda a noite e no decorrer do dia seguinte. "Ao anoitecer, já nos últimos minutos daquele dia, afirma o denunciado (Corumbá) que recebeu uma ordem sobrenatural para deitar a garota no chão, colocá-la em posição de cruz e cortá-la em tal posição", relatou o promotor Abrão Amisy Neto, afirmando que, depois de acender velas pela casa, em suposto ritual, o réu se aproveitou da fragilidade física da vítima e de ela ter ingerido bebida alcoólica, e asfixiou Lidiayne, matando-a por estrangulamento. Em seguida, de acordo ainda com o MP, Corumbá decapitou a vítima e tentou esquartejá-la, não tendo, contudo, alcançado êxito neste ponto. Em seguida, o artesão colocou a cabeça da garota em uma sacola de plástico. Quanto ao restante do corpo, amarrou as mãos e os pés e envolveu-os em uma colcha. Feito isso, acomodou tudo em um carrinho de mão e transportou o corpo da vítima até um matagal localizado nas proximidades, onde deixou a cabeça da menina e, posteriormente, lançou o corpo nas águas do Córrego Fundo. Simone Lima Pinho, de 26 anos, desapareceu em 16 de junho de 2000, quando passava o São João em Lençóis, na Chapada Diamantina. Durante viagem à cidade de Lençóis, José Vicente Matias, matou a hippie e artesã. Ele indicou a policia o local exato onde jogou seu corpo, nas proximidades de um córrego cheio de pedras e a polícia conseguiu identificar os restos mortais da hippie e artesã assassinada em junho de 2000 a pauladas e pedradas. Natália Canhas Carneiro, de 15 anos, foi seduzida por Corumbá antes de ser morta. Essa foi sua primeira vítima. O maníaco contou também que matou a jovem com um pedrada. Ele teria escondido o corpo sob galhos de árvores. A vida de Valéria Augusta Veloso, de 37 anos, passou por profundas alterações a partir de meados de 2002, quando conheceu José Vicente Matias. Ela conta que estava separada do marido, o operário Constâncio Pereira da Silva, que ficara com a guarda dos três filhos menores. Para manter-se, passou a vender sanduíches naturais em uma feira de artesanato instalada aos domingos na Praça Universitária. Em seguida, a dona de casa conheceu o artesão e, conforme disse apaixonou-se por ele. Dias depois, vendeu os móveis da casa para acompanhá-lo. Nos últimos quatro anos, segundo conta, viajou para vários municípios de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Bahia, Piauí e Maranhão. “Eu queria ser a mulher dele, mas confesso que ficava muito preocupada com os meus três filhos. Por isso, voltei cinco ou seis vezes para casa”, revela. A última e talvez a mais aterrorizadora viagem que fez na companhia de José Matias teve início em dezembro do ano passado. Segundo relatos de Valéria Augusta, o artesão constantemente a xingava e fazia-lhe ameaças. “Ele dizia que ia me acertar, que jogaria alguma coisa contra mim”, denuncia. Valéria Augusta conta que o companheiro escondeu seus documentos para que ela não fosse embora. Em meados de março, com medo de permanecer ao lado do artesão, ela decidiu fugir. Telefonou para o marido, em Goiânia, e pediu apoio financeiro. Para escapar, contou com a ajuda de um casal de hippies que também estava em Barreirinhas (MA). Valéria Augusta disse que fugiu descalça, apenas com a roupa que usava. Corumbá em 2005 pegou 23 anos pelo assassinato e ocultação de cadáver de Lidiayne. Ele ainda aguarda julgamento pelos demais casos.
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Febrônio Índio do Brasil
Febrônio Índio do Brasil é uma das mais intrigantes e assustadoras figuras na história brasileira. Filho de açogueiro, durante a década de 20, Febrônio era antes de tudo um criminoso.Uma espécie de "bicho-papão" para as crianças brasileiras das décadas de vinte e trinta (era comum os pais dizerem "se você não se comportar, o Febrônio vai te pegar", para as crianças que faziam malcriações), ganhou esta fama ao ser preso, em 1927, sob a acusação de ter estrangulado dois menores que resistiram a seus ataques homossexuais: Almiro José Ribeiro, em 17 de agosto, e João Ferreira, no dia 29 do mesmo mês. Os corpos, encontrados na Barra da Tijuca, tornaram Febrônio um dos criminosos mais conhecidos do Brasil. Mas o mineiro Febrônio Índio do Brasil, já era velho conhecido da polícia, tendo sua primeira prisão ocorrido em 1916, aos 21 anos, depois da qual se acumularam outras 29, por motivos diversos como roubo, vadiagem e chantagem. Além disso, segundo palavras do diretor da Casa de Detenção a seu respeito: "consta que ele entrega-se ao vício da pederastia". Atuou como médico e dentista sem licença ou formação em diversas cidades do Brasil, inclusive em Curitiba, consta inclusive que duas crianças morreram no Espiríto Santo após receberem medicação prescrita por ele. No final dos anos 20, depois de uma visão mística, Febrônio tornou-se um profeta. Evangelizador de uma religião própria que pregava a existência do Deus-Vivo. Sua missão, de acordo com as ordens de uma santa loura que apareceu em sua visão, era “escrever um livro e marcar os jovens eleitos com as letras D.C. V.X. V.I., tatuagem que é o símbolo do Deus- Vivo, ainda que com o emprego da violência!”. Febrônio escreveu o livro, "Revelações do Príncipe do Fogo", onde descrevia prolixamente esta religião, que ele próprio mandou imprimir e vendia de mão em mão. Com prosa apocalíptica e tumultuada, inspirou modernistas como o brasileiro Mário de Andrade e o francês Blaise Cendrars, que escreveram sobre ele. Todos os exemplares dos livros foram queimados pela polícia federal logo após sua prisão. Em trechos do livro, publicados num jornal carioca, podia-se ver a fúria de suas palavras místicas. No julgamento, o advogado Letácio Jansen, solicitou sua internação "numa casa de loucos onde haja a devida segurança e precisa vigilância". Com sua insanidade sendo atestada pelo perito Heitor Carrilho, o juiz Ary de Azevedo o considerou inimputável. Depois de assassinar e tatuar quase uma dezena de jovens, Febrônio foi para um manicômio. No hospício, inicialmente Febrônio tentou reduzir sua pena, reivindicar a soltura em petições a juízes ou obter transferência para a Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá. Tinha como objetivo fugir, o que conseguiu em 1935, mas sua sorte durou pouco, sendo recapturado após somente um dia de liberdade. Após isso, entrou em processo de demência. O médico Heitor Carrilho (que hoje empresta o nome ao hospício) ficou de dezembro de 1927 a janeiro de 1929 examinando o "louco moral e homossexual com impulsões sádicas", solicitando depois sua "segragação ad vitam (enquanto vivo)". Num laudo de trinta e quatro folhas, determinou o sepultamento em vida do homem que, a partir de 1936, foi esquecido, passando longos períodos na solitária. Em junho de 1984 foi lançado o curta-metragem "O Príncipe do Fogo", de Sílvio Da-Rin, tendo Febrônio como tema. Dois meses depois, aos 89 anos e completamente senil, o preso mais antigo do Brasil, interno número 000001 do Manicômio Judiciário, morreu de edema pulmonar agudo. Havia passado 57 anos no hospício.
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Francisco Costa Rocha
Francisco Costa Rocha, conhecido como Chico Picadinho foi um assassino em série brasileiro que esquartejou 2 mulheres nos anos de 1966 e 1976. Filho de pai muito severo, sua mãe foi uma mulher que tinha muitos amantes e quase sempre casados. Francisco cometeu seu primeiro assassinato em 1966, quando vivia uma vida muito boêmia, com muita bebedeira e mulheres, também usava drogas. Com o passar do tempo necessitava todos os dias fazer sexo, sair e beber muito. Seu primeiro assassinato seguido de esquartejamento foi em 1966. Sua vitima era Margareth, uma boêmia conhecida de seus amigos. Após passarem em alguns restaurantes e bares, Francisco a convidou para terem relações sexuais. Assim ela aceitou ir ao apartamento, na época dele e de Caio(amigo cirurgião-médico da aeronáutica). Francisco nem chegou a consumar o ato. Após algum tempo, ele começou a ter um jeito violento, e tentou estrangulá-la(de fato o fez), com a mão, e terminou com o cinto. Após ver Margareth morta no quarto, pensou que deveria sumir com o corpo dali. Tirou o trinco da porta do banheiro para melhor locomoção, levou-a, e a deitou de barriga para cima. Ele usou instrumentos bem rústicos, na realidade, os primeiros que viu pela frente: Gilete, tesoura e faca foram os principais usados. Começou a cortar pelos seios, depois foi tirando os músculos e cortando nas articulações, a fim de que o corpo ficasse menor para poder esconder... Vale ressaltar que Francisco esquartejou Margareth pelo fato de ter medo das ações que viriam após ter causado sua morte, concluindo assim que teria de esconder o corpo. Demorou cerca de 3 a 4 horas até desmembrar a vitima e colocar dentro de uma sacola (pois também sabia que o amigo com quem dividia seu apartamento estaria para chegar). Quando Caio chegou, Francisco disse que tinha uma coisa para contar, e falou que havia matado alguém. Não contou como, nem porque, mas disse que o corpo ainda estava no apartamento. Pediu um tempo para Caio para que pudesse avisar sua mãe e contratar um advogado. De fato, viajou à procura de sua mãe. Ao chegar, avisou uma amiga e não teve coragem de falar o que realmente acontecera, apenas informando que algo de grave havia ocorrido, e pedindo para avisar sua mãe. Ao retornar, seu amigo Caio havia avisado ao delegado de homicídios, que prendeu Francisco, que não reagiu à prisão em momento algum. No tempo em que esteve preso ele casou-se com uma russa a ex-faxineira de seu apartamento e teve um bom comportamento na cadeia. Eles tiveram uma filha e um filho, porém se separaram antes do nascimento da segunda criança, Francisco foi solto antes de cumprir toda a pena, ficando assim apenas 8 anos na prisão. A libertação foi possível com o aval de psiquiatras e peritos que atestaram que Francisco Costa Rocha estava recuperado e apto para voltar a viver em sociedade. No dia 14 de setembro de 1976, dois anos depois de ser libertado ele tentou matar por esganadura a prostituta Rosemarie Michelucci em um hotel na zona leste de São Paulo que por sorte conseguiu escapar. No dia 16 de outubro de 1976, Francisco Costa Rocha estrangulou e esquartejou outra mulher, a prostituta Ângela de Souza da Silva, conhecida como a "moça da peruca". O crime aconteceu em um apartamento na Avenida Rio Branco, centro de São Paulo, região da "Boca do Lixo" que Francisco Costa Rocha dividia com um amigo, porém, desta vez, esquartejou sua vítima com um cuidado muito maior, e tentou jogar alguns pedaços pelo vaso. Ele tinha conhecido a prostituta horas antes em um bar e após o crime voltou a fugir para o Rio de Janeiro sendo preso 28 dias depois em uma Praça de Duque de Caxias quando lia uma revista que relatava sua vida de crime. Ele foi condenado novamente. Na época, a exibição pela imprensa das fotos de suas vítimas cortadas em pedaços sensibilizou bastante a opinião pública, fazendo com que o criminoso fosse condenado a 30 anos de prisão. Chico continua preso até hoje no Hospital de Custódia e Tratamento de Taubaté, em São Paulo. Deveria ter sido colocado em liberdade em 1998 já que a legislação estabelece que ninguém pode ficar preso mais de 30 anos. Porém com base em laudos médicos e psiquiátricos, o Ministério Público de São Paulo conseguiu a interdição de "Chico Picadinho" na Justiça Civil. O motivo é que Francisco Costa Rocha é incapaz de regular seus próprios atos e se for solto voltará a esquartejar e assassinar outras pessoas. Sendo assim ele cumpre uma espécie de prisão perpétua. Hoje passa seus dias na prisão pintando e diz que ao cometer seus crimes agiu sob a influência do romance "Crime e Castigo" de Dostoiévsky, a quem chamou de Deus numa entrevista.
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Jairo Francisco Franco
Entre julho de 2007 e março de 2009, 14 pessoas foram mortas na região do Parque dos Paturis, em Carapicuíba, Grande São Paulo. O último caso foi registrado no dia 13 de março. Assim como em outros casos na área sob investigação, Ivanildo Francisco de Sales Neto foi encontrado com as calças abaixadas, o que caracterizaria um crime de intolerância à orientação sexual. Dos 14 assassinatos, em dois deles a arma utilizada foi uma pedra. As outras vítimas foram mortas com tiros de pistola 9 milímetros. Os tiros foram disparados, na maioria das vezes, na nuca. A maioria dos corpos também foi encontrada de bruços e as vítimas estavam seminuas, com a calça abaixada. Em 12 de fevereiro do ano passado, Ângelo Magalhães, de 34 anos, foi encontrado morto a pauladas. Os demais foram baleados. Parte das famílias contesta a versão do delegado de que as vítimas foram assassinadas no parque porque eram homossexuais. A auxiliar de creche Claudenice Moreira Lopes, 28 anos, afirmou que era casada havia oito anos com José Cícero Henrique, 32 anos. Ele foi a primeira vítima encontrada morta no parque, em 4 de julho de 2007. Segundo Claudenice, seu marido não era gay: "Meu marido era mecânico da Prefeitura de Carapicuíba e apenas costumava passar por esse local", argumentou a auxiliar de creche. A Polícia Civil de Carapicuíba, deteve em dezembro de 2008 o sargento aposentado da Polícia Militar Jairo Francisco Franco, acusado de participar de até então 13 assassinatos no Parque Paturis. O sargento, que seria o "maníaco do arco íris" (apelido dado pela imprensa em alusão a bandeira do movimento dos homossexuais), estava fora da corporação desde 1990 e trabalhou em batalhões de Carapicuíba e Osasco. Nesse último município o policial também é suspeito de ter cometido outros dois crimes, um deles contra um homossexual. O delegado seccional de Carapicuíba, Paulo Fernando Fortunato, disse que duas testemunhas "chaves" surgiram espontaneamente na delegacia para ajudar na descrição do assassino. Segundo o delegado, essas duas pessoas presenciaram uma das últimas mortes ocorridas no parque e foram fundamentais para a prisão do acusado. Foi o delegado Fortunato quem percebeu a ligação entre as mortes de Osasco e de Carapicuíba. Por meio de investigações, ele conseguiu saber que o policial aposentado andava freqüentando o Parque Paturis, que durante à noite atrai gays de diversos pontos da capital e da Grande São Paulo. Das 13 vítimas assassinadas, a maioria era homossexual, de origem humilde e foram encontradas com as calças abaixo do joelho, de costas e com um tiro na cabeça.De acordo com o delegado, o assassino atraia a vítima simulando a intenção de ter relações sexuais com elas e antes que isso acontecesse, ele atirava. Jairo Francisco Franco foi reconheci por uma testemunha, que fez o retrato falado. Além disso, há fortes evidências dele ser o assassino do travesti Pamela Peixoto, 27 anos, nascida Pedro João Itavan Peixoto, achado morto em Osasco com um tiro na cabeça em outubro de 2007. Segundo o delegado, ele não foi pego em flagrante, mas esteve com o travesti em um motel e há registro do seu documento na portaria do local. Duas testemunhas afirmaram à polícia que viram o sargento e a travesti entrando juntos no hotel, supostamente para um programa. Jairo trabalhou até julho deste ano no 14º Batalhão da PM, em Osasco. Ele está sendo investigado, também pela Corregedoria da PM e pela Polícia Civil, por ser suspeito de integrar um famoso grupo de extermínio formado por policiais militares de Osasco chamado de "Eu Sou a Morte". O comando da PM ainda não se pronunciou sobre o caso. As vitimas do Parque dos Paturis foram: José Cícero Henrique, de 32 anos, é morto. Era mecânico e estava casado havia 8 anos; José Adilson Pereira, de 58 anos. Era pedreiro e tinha filhos e netos; Ubiratan Santos Souza, de 35 anos. Morava em Osasco, na Grande São Paulo; José Carlos Raphael, de 43 anos. Morava em Osasco e era solteiro; Junior Ferreira da Silva, de 34 anos. Chegou ao parque em uma Honda CG; Anderson da Silva, de 26 anos. Chegou ao local a pé; Raimundo Francisco, de 35 anos. Era de Piauí e foi até o parque de bicicleta; Angelo Magalhães, de 34 anos. Foi o único morto a pauladas; Antonio Figueira, de 35 anos. Chegou ao parque de carro; Paulo Henrique Costa, de 29 anos. Era solteiro e frequentava o local; Silvan Souza, de 29 anos. Era de Carapicuíba e solteiro; Miguel Gonçalves, de 47 anos. Chegou ao local de Fiat Uno; Vítima não identificada. Foi morta a tiros e não teve a identidade divulgada e Ivanildo Francisco de Sales Neto, de 25 anos, tinha sinais de agressão a pauladas.
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Francisco das Chagas Rodrigues de Brito
Francisco era um mecânico maranhense, com uma carinha que não despertava medo, nem desconfiança. Mas com 41 anos, ele já carregava mais de 42 homícidios em suas costas.
Ele agia sempre da mesma maneira. Seduzia meninos, ou seqüestrava e os levava para o meio do mato. Os estrangulava e emasculava os (quase sempre muito jovens) garotos. Em todas os 42 homicídios, ele colocou a cabeça da vítima sempre perto de uma árvore chamada tucum. Depois, colocava a genitália em cima da cabeça, e se tivesse alguma árvore dessas perto, ele esticava os braços da criança e amputava um ou dois dedos. Em alguns ele cortava o dedo, em outros não. Cortava também orelhas, e quase sempre retalhava a genitália dos meninos assassinados. Era um ritual, que conforme o próprio chagas confirma, uma entidade aparecia e o mandava fazer essas coisas.
Apesar de confessar várias vezes seus crimes, e das inúmeras evidências encontradas, Francisco volta e meia nega seus crimes, e nestes momentos, fala em uma imensa conspiração política, jurídica e da imprensa, para incriminá-lo. “existe muita mentira, muita coisa suja no meio desta história."
Ossada encontrada no quintal da casa de Chagas
Como quase todos os criminosos desse tipo, ele é um psicopata e faz de tudo para atenuar sua pena. Mente e acusa quem for sem sentir remorso, sem nenhum problema. Mas não consegue se manter firme em suas mentiras e cai em contradições. recorre a argumentos curiosos. "Se eu tivesse feito isso, tinha dinheiro. Não moraria humildemente"Como a emasculação de crianças e adolescentes poderia render dinheiro? Francisco tinha uma resposta pronta: tráfico de órgãos.
Ao ser informado de que não existe transplante de pênis, a princípio se mostrou um tanto confuso, reiterando apenas que "neste planeta existe cada coisa que a gente fica abismado, não acreditando". Mas, pouco depois, saiu-se com outra explicação: "A pessoa, quando morre, começa a diluir, a desmanchar". As mutilações, portanto, seriam resultado natural da decomposição – ou, ainda segundo as sugestões imaginosas do assassino, da ação de algum inseto ou ave, já que os corpos foram encontrados no meio de matagais.
No seu primeiro julgamento, em 2006, confessou o assassinato de Jonathan Silva Vieira, de apenas 15 anos, em 2003. Foi condenado a 20 anos e 8 meses de prisão. Foi apenas uma das 42 mortes pelas quais ele deverá responder perante a justiça. Foi julgado ainda por outras 29 mortes de meninos nos arredores de São Luís, onde está preso, e de outros 12 em Altamira, no Pará, onde viveu entre 1989 e 1993.
Francisco tem duas filhas com uma ex-companheira. ele sempre fala da pobreza das meninas.
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José Ramos
Os Crimes de José Ramos que em 1864 ficaram conhecidos como Os Crimes da Rua Arvoredo, mobilizaram toda a região de Porto Alegre RS, e transformou José Ramos em um dos primeiros Assassinos em Série Brasileiro.
José Ramos não tinha tendencias psicopatas, e levava um otima vida na época, andava sempre muito bem vestido, e frequentava lugares da alta classe, mas a vida de José Ramos passaria a mudar depois de ele conhecer Carlos Klaussner e Catarina Palsen mulher com quem passou a viver, e a praticar os tais crimes.
O Negocio deles então começaria a funcionar José Ramos movido por idéias de Carlos Klaussner, o qual lhe havia ensinado a profissão de açougueiro formavam um esquema, junto com Catarina que atraia as vitimas para dentro da casa os prometendo sexo e luxuria, Ramos com a ajuda de Carlos Klaussner, as degolava, esquartejava, descarnava, fatiava e guardava as vítimas em baús, moendo-as aos poucos e transformando-as nas famosas linguiças, que eram vendidas em seu açougue na rua da Ponte (hoje rua Riachuelo).
Os crimes da Rua do Arvoredo foram descobertos em 1894, chocando os cerca de 20 mil habitantes da cidade. Ramos foi condenado à forca. Klaussner, àquela altura, já sido morto e enterrado por Ramos nos fundos da casa. Na Época a população de Porto Alegre mesmo assustada com a noticia resolveu abafar os fatos para que não ganhassem fama de canibais, os crimes ganharam repercussão em jornais da França e Uruguai.
Catarina contou a policia todos os fatos e os detalhes de como as vitimas eram mortas e transformadas em linguiça.
Segundo registros históricos da policia de Porto Alegre, os crimes foram desvendados por um cachorro farejador de um menino que teria sido vitima do Açougueiro. Essa Historia mais tarde virou um livro, o historiador Décio Freitas tratou do tema escrevendo “O Maior Crime da Terra O Açougue Humano da Rua do Arvoredo”.
José Ramos não tinha tendencias psicopatas, e levava um otima vida na época, andava sempre muito bem vestido, e frequentava lugares da alta classe, mas a vida de José Ramos passaria a mudar depois de ele conhecer Carlos Klaussner e Catarina Palsen mulher com quem passou a viver, e a praticar os tais crimes.
O Negocio deles então começaria a funcionar José Ramos movido por idéias de Carlos Klaussner, o qual lhe havia ensinado a profissão de açougueiro formavam um esquema, junto com Catarina que atraia as vitimas para dentro da casa os prometendo sexo e luxuria, Ramos com a ajuda de Carlos Klaussner, as degolava, esquartejava, descarnava, fatiava e guardava as vítimas em baús, moendo-as aos poucos e transformando-as nas famosas linguiças, que eram vendidas em seu açougue na rua da Ponte (hoje rua Riachuelo).
Os crimes da Rua do Arvoredo foram descobertos em 1894, chocando os cerca de 20 mil habitantes da cidade. Ramos foi condenado à forca. Klaussner, àquela altura, já sido morto e enterrado por Ramos nos fundos da casa. Na Época a população de Porto Alegre mesmo assustada com a noticia resolveu abafar os fatos para que não ganhassem fama de canibais, os crimes ganharam repercussão em jornais da França e Uruguai.
Catarina contou a policia todos os fatos e os detalhes de como as vitimas eram mortas e transformadas em linguiça.
Segundo registros históricos da policia de Porto Alegre, os crimes foram desvendados por um cachorro farejador de um menino que teria sido vitima do Açougueiro. Essa Historia mais tarde virou um livro, o historiador Décio Freitas tratou do tema escrevendo “O Maior Crime da Terra O Açougue Humano da Rua do Arvoredo”.
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Pedrinho Rodrigues Filhos
Pedro Rodrigues Filho, conhecido como Pedrinho Matador, nascido em 1954, é um homicida psicopata brasileiro.Matou pela primeira vez aos catorze anos e seguiu matando e hoje acumula muitos homicídios, incluindo o do próprio pai, sendo que 47 pessoas foram mortas dentro dos presídios pelos quais passou. Ainda não respondeu por todos os crimes, mas já foi condenado a quase quatrocentos anos de prisão, a maior pena privativa de liberdade já aplicada no Brasil. Ele nasceu numa fazenda em Santa Rita do Sapucaí, sul de Minas Gerais, com o crânio ferido, resultado de chutes que o pai desferiu na barriga da mãe durante uma briga. Ele conta que teve vontade de matar pela primeira vez aos 13 anos. Numa briga com um primo mais velho, empurrou o rapaz em uma prensa de moer cana. Ele não morreu por pouco. Aos quatorze anos ele matou o vice-prefeito de Alfenas, Minas Gerais, por ter demitido seu pai, um guarda escolar, na época foi acusado de roubar merenda escolar. Depois ele matou um vigia, que acreditava ser o verdadeiro ladrão. Refugiou-se em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, onde começou a roubar bocas-de-fumo e a matar traficantes. Conheceu a viúva de um líder do tráfico, apelidada de Botinha, e foram viver juntos. Assumiu as tarefas do falecido e logo foi obrigado a eliminar alguns rivais, matando três ex-comparsas. Morou ali até que Botinha foi executada pela polícia. Pedrinho escapou, mas não deixou a venda de drogas. Reuniu soldados e montou o próprio negócio. Em busca de vingança pelo assassinato da companheira, matou e torturou várias pessoas, tentando descobrir os responsáveis. O mandante, um antigo rival, foi delatado por sua ex-mulher. Pedrinho e quatro amigos o visitaram durante uma festa de casamento. Deixaram um rastro de sete mortos e dezesseis feridos. O matador ainda não tinha completado 18 anos. Ainda em Mogi, executou o próprio pai numa cadeia da cidade, depois que este matou sua mãe com 21 golpes de facão. A vingança do filho foi cruel: além das facadas, arrancou o coração do pai e comeu um pedaço. Pedrinho pisou na cadeia pela primeira vez em 24 de maio de 1973 e ali viveu toda a idade adulta. Em 2003, apesar de já condenado a 126 anos de prisão, esteve para ser libertado, pois a lei brasileira proíbe que alguém passe mais de 30 anos atrás das grades. Mas, por causa de crimes cometidos dentro dos presídios, que aumentaram suas penas para quase 400 anos, sua permanência na prisão foi prorrogada pela Justiça até 2017. Pedrinho contava com a liberdade para refazer sua vida ao lado da namorada, uma ex-presidiária cujo nome ele não revela. Eles se conheceram trocando cartas. Depois de cumprir pena de 12 anos por furto, ela foi solta e visitou Pedrinho no presídio de Taubaté. Jurado de morte por companheiros de prisão, Pedrinho é um fenômeno de sobrevivência no duro regime carcerário. Dificilmente um encarcerado dura tanto tempo. Matou e feriu dezenas de companheiros para não morrer. Certa vez, atacado por cinco presidiários, matou três e botou a correr os outros dois. Matou um colega de cela porque 'roncava demais' e outro porque 'não ia com a cara dele. Para não deixar dúvidas sobre sua disposição de matar, tatuou no braço esquerdo: 'Mato por prazer'. É dotado de excepcional força física, devido às quatro horas diárias em que se exercita em sua cela, e geralmente dispensa armas para matar. Usa as mãos e a força de seu corpo para deslocar a cabeça de suas vítimas. Mas também mata com facadas certeiras no ventre de seus desafetos. Numa prisão de Araraquara, no interior de São Paulo, degolou com uma faca sem fio o homem acusado do assassinato de sua irmã. Pedrinho é a descrição perfeita do que a medicina chama de psicopata - alguém sem nenhum remorso e nenhuma compaixão pelo semelhante. Os psiquiatras que o analisaram em 1982 para um laudo pericial, escreveram que a maior motivação de sua vida era 'a afirmação violenta do próprio eu'. Diagnosticaram 'caráter paranóico e anti-social'. Oficialmente, ele matou 71 pessoas (ele diz ter matado mais de 100) , 40 delas dentro das prisões. O próximo de sua lista seria Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, que também cumpre pena ali por ter confessado o assassinato de dez jovens. "Se eu chegar perto, a vida dele acaba em dois minutos", ameaça. O ódio ao motoboy não é pessoal. Pedrinho executou dezenas de estupradores nesses 27 anos em que está preso. O que ele não admite é violência contra mulheres e crianças. Sua mulher foi assassinada por traficantes no sétimo mês de gravidez. Mas ele não gosta de falar sobre o caso. "Só acho que um cara como o motoboy não merece viver."
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